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Sotai: método terapêutico que pode ser aplicado em si mesmo

Sotai: método terapêutico que pode ser aplicado em si mesmo

Originário do Japão, o sotai é um método de reeducação neuromuscular e postural integral. É indicado para pessoas que desenvolvem dores crônicas ou agudas, que se machucam ou lesionam-se com frequência. Desde que se realize previamente a formação em sotai, é possível aplicar o método em si mesmo, sem depender de um terapeuta. Os exercícios são suaves e os resultados normalmente são rápidos e não há contraindicação. 

Arturo Valenzuela ministrando curso de Sotai

O sotai interage diretamente no alinhamento da estrutura física do corpo. Composto por movimentos executados de acordo com o desequilíbrio estrutural do corpo de uma pessoa, ele impacta diretamente na saúde física, mental e emocional. O método tem sido muito utilizado por profissionais que atuam na área da saúde, para alívio imediato de quadros crônicos e agudos de pacientes.

Sensei Valério Lima, especialista no assunto, destaca que os exercícios do sotai são leves e que a Escola Kangendô segue a linha elaborada pelo professor Arturo Valenzuela. “Os exercícios são executados para o lado indolor e mais confortável da pessoa. Ou seja, além de não causar dor, o método auxilia na recuperação das partes lesionadas. Portanto, é muito recomendado para atletas, que costumam se lesionar e também para pessoas idosas com dores crônicas ou que tem dificuldade de se locomoverem”.

Surgimento do método sotai

O método foi desenvolvido pelo médico japonês Keizo Hashimoto. Ele observou que a maioria das dores presentes no corpo das pessoas tinham a causa no desalinhamento postural. Hashimoto percebeu que a parte musculoesquelética do corpo de uma pessoa deslocava-se do eixo natural e provocava desnivelamento. Dessa forma, ocorriam as tensões, contraturas e até mesmo compressões nervosas.

“O corpo necessita de um balanço musculoesquelético”, relata Valério. “A desestruturação desse balanço musculoesquelético pode produzir dores. Isso significa que se o quadril está com um lado mais alto que o outro, pode haver uma diminuição do espaço entre músculo, osso e nervo de um lado, especialmente no lado que está mais baixo”, explica. Ele complementa que essa compressão do nervo passa pela região lombar, joelho e até nos pés, provocando dores.

Conforme Valério, se a pessoa conviver muito tempo com o corpo desalinhado, ela pode vir a ter dores crônicas no futuro. Além dessa parte inferior do quadril, o desalinhamento também pode ocorrer na parte superior, como nos braços e cotovelos. “O sotai apresenta-nos uma visão sistêmica e integral. Na execução dos exercícios desenvolvidos de forma suave e pelo lado mais confortável, indolor ou mais fácil, o corpo responde melhor aos movimentos. Isso produz contração isométrica e consequentemente, alívio da dor”.

Efeitos da contração isométrica

Quando o corpo se move naturalmente para o lado menos comprimido ou menos desalinhado, ocorre um movimento de tração. Segundo Valério, quando o corpo se movimenta para o lado mais fácil ocorre uma contração isométrica, que dura em torno de três segundos e depois um súbito relaxamento. “Essa contração isométrica que ocasiona o relaxamento repentino produz uma ação sobre todo o sistema nervoso, especialmente o sistema nervoso autônomo, simpático e parassimpático. Logo, esse tempo em que há o descanso é o necessário para que o corpo absorva a informação e busque o alinhamento”, afirma.

Causas do desalinhamento

Valério Lima aplica o método sotai durante os atendimentos na Terapia Biointegrativa Kangendô (TBK). Ele acrescenta que os desalinhamentos do corpo tem muita relação com a saúde mental e emocional de uma pessoa, mas pode também ter causa na má postura corporal.

“Devido à má postura, uma pessoa pode demorar até anos para fazer com que o seu corpo fique desalinhado ou fora do seu eixo. Assim, a forma como uma pessoa trabalha durante o dia, o jeito de dormir, de se posicionar em pé e até de caminhar influenciam significativamente na postura”, esclarece.

Aplicação do método sotai em si mesmo ou com o terapeuta

Arturo orientando paciente sobre exercício

O sotai fornece informações para o corpo no sentido de que ele volte para o seu eixo natural. Os resultados podem ser obtidos de forma muito rápida. Sensei Valério recomenda que a pessoa interessada em melhorar sua postura ou que deseja tratar dores crônicas ou agudas, deve procurar um terapeuta com formação internacional em sotai. Mas, para situações frequentes, a própria pessoa pode fazer o curso e aplicar em si mesma.

“Qualquer exercício físico que venha a impactar no corpo, precisa de orientação. O sotai normalmente é aplicado por terapeuta com formação. Porém, nada impede que a pessoa faça nela mesma, desde que tenha passado por um curso e se sinta segura”, reforça.

Pessoas que tem uma vida mais agitada e estão propensas à variações emocionais, costumam optar pelo curso devido à praticidade. “Muitas executam as técnicas do sotai em casa, diariamente. Normalmente fazem os exercícios pela manhã e à noite. Isso faz com que fiquem livres de dores na cervical, na cabeça, nos braços e nas pernas. O sotai chega a abranger também problemas de hérnia de disco, de joelho, de cunho respiratório e do aparelho digestório. É um método que não há contraindicação e só tende a trazer benefícios”, conclui.

Formação Internacional em Sotai

O curso de sotai, que tem certificação internacional, é disponibilizado na Kangendô – Escola Brasileira de Terapias Japonesas. A formação é ministrada pelo Sensei Arturo Valenzuela e tem duração de um final de semana.

Sobre o Sensei Arturo Valenzuela

Conhecido como “Master Heart”, ele é o fundador do Shiatsu Yasuragi. Arturo é um especialista reconhecido em técnicas orientais. Ele já residiu em Tóquio, no Japão, durante anos e atualmente reside em Madrid. Está sempre se atualizando e costuma viajar para o Japão pelo menos duas vezes por ano para isso.

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